terça-feira, 31 de maio de 2011
Assembleia da República Ramalde com as Crianças
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Feira da Saúde - Visita das nossas turmas
A feira tem o seguinte horário de funcionamento: dias 26 e 27 de Maio, das 10h às 19h00 e no dia 28 das 10h00 às 13h00.
Os visitantes terão à sua disposição rastreios de Hipertensão arterial; Diabetes Mellitus; Colesterol; Dados Antropométricos; Visual; Auditivo; Podologia; Saúde Oral e HIV/SIDA
Serão também efectuadas sessões de educação para a saúde, nas seguintes áreas temáticas: Cuidados com o Sol; Alimentação Saudável; Exercício Físico; Educação para os Afectos; Educação Ambiental, Escola Segura, Primeiros Socorros e SBV.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
As Histórias Aconchegam-nos - Sarau de Leitura
segunda-feira, 16 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Périplo pelo Porto de Garrett
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Texto Criativo
A chuva de Safiras
Numa bela e harmoniosa manhã de Maio, o coelho Rodrigo saiu da toca e ouviu a gralha Diogo a dizer que, na noite anterior, acontecera algo estrondoso… havia caído um forte aguaceiro cujas gotas eram enormes safiras. O Rodrigo, espantado, fez-se corajoso e decidiu embarcar numa arriscada busca ao tesouro. Chamou os seus amigos Ricardo, o javali, e o cavalo Gonçalo para o acompanhar nesta demanda ao local onde supostamente chovera safiras.
Partiram felizes e, sem saber, cruzaram o Vale da Bruma, que era assombrado por um pirata sem olho e sem nome. Este, que andava a vaguear pela campos verdes do seu território, ao contemplar três desconhecidos, perguntou:
- Quem ousa entrar nos meus domínios?
- Somos três amigos inofensivos para ti. Uma gralha nossa conhecida alertou-nos para a existência de aguaceiros neste vale cujas gotas são safiras de um azul nunca visto. Viemos confirmar. – Adiantou-se o Gonçalo e, nesse momento, o pirata sem olho e sem nome desatou numa choradeira sem fim, lamentando:
- Não é chuva. Nem sequer são aguaceiros. São as lágrimas que caem deste único olho que me resta. São a saudade dos velhos tempos e da minha tripulação. Sinto-me só… desamparado…”
Os animais comoveram-se com o relato daquele antigo lobo-do-mar e conferenciaram entre si. Passados alguns minutos tinha chegado já a um acordo. O coelho Rodrigo tinha sido eleito o porta-voz e anunciou ao pirata:
- Vamos acabar com esse teu sofrimento desnecessário. Decidimos que, a partir deste exacto momento, será o quarto elemento do grupo de amigos inseparáveis que somos. Afinal de contas, de que vale chorar pedras preciosas quando não temos amigos por perto, que são o tesouro maior que alguém pode almejar?
O cavalo Gonçalo continuou:
- Então está decidido. Considera-nos, bom amigo, a tua nova tripulação e partamos para aventuras rumo ao desconhecido. Temos pena, mas não podemos ser marujos, mas, em compensação, seremos famosos exploradores, e, quem sabe, não descubramos segredos que o resto do mundo desconhece.”
O pirata sem olho e sem nome esboçou um sorriso cheio de franqueza e do seu pequeno olho brotaram três radiosas safiras, as quais distribuiu pelos seus novos amigos, como prova do reconhecimento da nobreza de atitude destes. Os três animais ficaram atónitos com a beleza das safiras, mas garantiram ao pirata que não há no mundo tesouro mais valioso de que uma verdadeira amizade.
Paulo Ribeiro e 3ºA da EB1/JI das Cruzes
terça-feira, 3 de maio de 2011
Leonor. Texto criado pela turma do 3ºA da EB1/JI do Viso para a Associação Ajudaris
Num desses momentos, o missionário António, que vivia tentando amenizar a sofreguidão de quem aspira a uma migalha e a um copo de água potável, olhou Leonor e comentou:
- Os teus olhos viajam na tempestade do mar imenso que faz a ponte entre a terra do teu desconhecimento e a água que sacia a tua sede de saber. Não quero morrer sem estender a minha mão e guiar-te ao mundo onde os teus sonhos se transformam em realidade, ainda que pequenas realidades.
Leonor olhou-o como se percebesse o que ele dizia e esboçou um sorriso tímido e esperançoso. António passeava noite dentro no seu quarto… de cá para lá, de lá para cá, até que:
- Vou descansar. Penso que encontrei uma solução.
Ainda o Sol não tinha raiado a savana Africana, já António se dirigia ao Capacetes Azuis, que o puseram em contacto com Portugal. Em poucas semanas, Leonor apanhava um avião e uma família de acolhimento esperava-a no Aeroporto Francisco Sá-Carneiro.
Ei-la a frequentar a escola EB1/JI do Viso, onde foi recebida de coração aberto por toda a gente. Hoje, na nossa escola, na hora do recreio, vemo-la na Biblioteca a ler com avidez os livros que aí estão expostos.
Leonor aspira à igualdade entre todos os seres humanos e sonha presidir a uma qualquer associação de carácter humanitário para que as crianças de todo o mundo não necessitem do missionário António para exercerem os seus direitos.